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EXERCÍCIOS IRREGULARES PODEM CAUSAR INFARTO
Praticar atividades físicas sem disciplina é prejudicial à saúde e pode levar à morte A vontade de melhorar a aparência para o verão na maioria das vezes é inevitável e é nessa época do ano que as academias ficam lotadas de pessoas loucas para se livrar do prejuízo conquistado ao longo do ano. Entretanto, é preciso ter responsabilidade e disciplina para iniciar uma atividade física. De acordo com o Dr. Dalmo Moreira, cardiologista do Delboni Auriemo, a prática de atividade física irregular pode causar infarto do miocárdio. O médico explica que manter um corpo bonito leva tempo e o começo deve ser leve. “Quando o sistema cardiovascular é submetido a um esforço pelo qual a pessoa não está acostumada, instala-se uma situação de estresse agudo. A conseqüência é a liberação de uma grande quantidade de adrenalina na circulação, causando o aumento da pressão arterial e da freqüência cardíaca”, alerta o Dr. Moreira. São esses fatores que provocam a sobrecarga no músculo cardíaco e podem ocasionar o infarto agudo do miocárdio. Segundo o cardiologista, algumas pessoas estão mais susceptíveis ao problema, como os indivíduos acima dos 40 anos, fumantes, diabéticos, com hipertensão arterial e dislipidemias ou com histórico familiar de doença coronariana. “Com certeza, esse grupo de indivíduos já pode ter um grau de obstrução coronária e não sabe. Se realizar um esforço intenso, corre o risco de ter um infarto do miocárdio”, afirma. Por essas razões, o médico orienta os iniciantes a visitarem o cardiologista com o objetivo de avaliar as condições clínicas e planejar um esforço físico que o sistema cardiovascular tolere. Apesar de ser um mal que atinge, em sua maioria, pessoas acima dos 40 anos, o risco de infarto seguido de morte é maior entre os jovens. Nessa faixa etária o coração ainda não possibilita grande variedade de alternativas contra uma artéria obstruída. “No momento em que há um bloqueio, a circulação colateral do coração mantém um fluxo de sangue opcional. Nos jovens, a circulação é bem menor”, explica Dr. Moreira. Com as devidas precauções, o exercício físico é um grande aliado à saúde do coração. Dentre muitos benefícios, controla a pressão dos hipertensos crônicos, melhora os índices de glicemia e diminui os níveis de colesterol e triglicérides do sangue. “Aconselho as atividades físicas a todas as pessoas. Mas antes de qualquer atitude, é primordial realizar uma rigorosa avaliação clínica com um cardiologista e definir o perfil que estabeleça um plano adequado para os exercícios físicos”, define. Mulheres x Infarto O estrógeno protege o sistema cardiovascular contra a hipertensão arterial e reduz o risco de doença coronariana. Durante a menopausa, este hormônio atinge níveis plasmáticos muito baixos e a proteção exercida por ele deixa de existir. Por essa razão, o índice de infarto no sexo feminino até os 50 anos, em média, é muito menor. Após essa faixa etária, o número de casos entre homens e mulheres é compatível. Fumantes e consumidoras de pílulas anticoncepcionais correm maior risco de sofrer infarto. Precauções antes de iniciar a prática de atividades físicas - Procurar um cardiologista para avaliar as condições clínicas e físicas; - Realizar exame de sangue para verificar colesterol e suas frações: glicemia e triglicérides; - Tirar um hemograma completo; - Acima dos 35 anos, realizar eletrocardiograma, teste de esforço e um ecocardiograma . Benefícios dos exercícios regulares - Hipertensos crônicos podem ter seus níveis pressóricos controlados de maneira mais eficaz; - Melhora os índices de glicemia (por isso os exercícios são indicados aos diabéticos); - Acentuada queda dos níveis de colesterol e triglicérides do sangue; - O indivíduo condicionado pelo esporte regular tem menor freqüência cardíaca, pouco consumo de oxigênio pelo coração e baixo desgaste do músculo cardíaco; - Melhora o aproveitamento do oxigênio pelos músculos dos membros, fazendo com que seja extraído e utilizado de maneira mais racional pela musculatura periférica; - Libera endorfinas que se acumulam na circulação e no sistema nervoso, causando sensação de bem estar; - Perda de peso; - Maior quantidade de mitocôndrias nos músculos – corpúsculos intracelulares responsáveis pela produção de energia das células de todo o corpo.
Escrito por Prof.Esp.José Ernane às 11h39
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CANELITE EM CORREDORES
Parte dos corredores de médias e longas distâncias apresenta dor na canela. Saiba o que é e como tratá-la. Por Glauber Alvarenga* Quem costuma correr médias e longas distâncias normalmente fala sobre as “canelites”. Também conhecida como “shin splints” ou “tibialgias”, esse tipo de problema chega a contabilizar 10% a 15% das lesões que acometem os atletas de corrida. O quadro mais comumente descrito é a dor na região da canela, que normalmente está relacionada ao impacto repetido da corrida. Só que essa dor piora gradualmente durante a prática do exercício, e, em alguns casos, melhora quando o corpo está bem aquecido, retornando ao final do exercício. Além da dor, pode ocorrer um edema na região. A canelite é uma inflamação da parte mais externa da tíbia, também conhecida como periostite, ou dos músculos e tendões que se inserem nela. Em casos mais graves, pode levar a uma fratura por estresse. O que gera? São diversos os motivos que podem geral essas lesões: corrida em terrenos irregulares ou superfícies muito duras, fraqueza dos músculos da perna (como os tibiais), falta de alongamento da panturrilha, aumento da distância, freqüência ou velocidade da corrida de maneira excessiva, treinamento sem orientação de um profissional, pronação excessiva do pé (pisar para dentro), supinação excessiva dos pés (pisar com a parte de fora dos pés), calçado inadequado. Para completar, corredores iniciantes são mais propensos a desenvolver o problema. Prevenção da lesão Essas lesões podem ser prevenidas se algumas atitudes forem tomadas. Mas é necessário que o atleta realize de maneira regular e consciente. Utilizar tênis específico para seu tipo de pisada, trocar o calçado a cada 500 a 800 km, não aumentar a carga de treinamento mais que 15% por semana, manter a musculatura da parte posterior da perna (panturrilha e isquiotibiais) alongada, fortalecer a musculatura dos membros inferiores, principalmente os músculos tibiais (que fazem a flexão dorsal do pé) e sempre fazer aquecimento antes de começar a prática esportiva. Tratamento Após a confirmação do diagnóstico pelo ortopedista, o tratamento é baseado em fisioterapia com aparelhos responsáveis pela diminuição da inflamação e dor e acelerar a reparação dos tecidos. Quando o quadro de dor for menos intenso, inicia-se a seqüência de exercícios de alongamento da região posterior da perna, que pode ser feita com uma faixa puxando a ponta dos pés na sua direção ou pisando em uma rampa inclinada a 45 graus com uma das pernas. Também é necessário o fortalecimento dos músculos tibiais e isso pode ser feito ao bater o pé de maneira contínua e em alta velocidade por 1 minuto. Esses exercícios, além de tratar o quadro já instalado, previnem novas lesões. Caso o tratamento não seja realizado, o quadro pode evoluir para uma fratura por estresse e até mesmo uma cirurgia nos casos nos quais o tratamento conservador é falho. Procure sempre um profissional especializado para o tratamento correto de suas lesões. Bom treino. Dr. Glauber Alvarenga * O Dr. Glauber Alvarenga é Fisioterapeuta, especialista em reabilitação músculo esquelética e em reabilitação de joelho pela Santa Casa de São Paulo. Também fisioterapeuta da equipe de fisioterapia esportiva do Instituto Vita.
Escrito por Prof.Esp.José Ernane às 11h31
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BURSITE EM CORREDORES
Atrito entre osso, tendão, pele e calçados causa desgaste e, por conseqüência, a bursite. Saiba como se prevenir ou tratar o problema Por Glauber Alvarenga* As bursas, ou bolsas sinoviais, podem ser definidas como cápsulas protetoras preenchidas com líquido sinovial e estão presentes em áreas de maior atrito do corpo, entre tendões, ossos e músculos. A bursite se dá quando ocorre uma inflamação dessas bursas e são várias as causas que podem provocar esse processo inflamatório, tais como: traumas diretos, lesões por overuse, ou seja, esforços repetitivos como nos esportes, infecções, doenças reumaticas entre outras. Em atletas praticantes de corrida, as lesões acometem com grande freqüência os membros inferiores, tanto os quadris como joelhos e pés. Essas lesões podem ocorrer por diversos motivos e poderiam ser evitadas com algumas atitudes preventivas e orientações feitas aos atletas que estão iniciando a vida esportiva. desequilíbrios musculares e a falta de alongamento e aquecimento pré-atividade são fatores que podem levar o atleta a apresentar lesões, além de fatores extrínsecos como calçados inadequados. Algumas das lesões muito freqüentes em corredores são: - Bursite Trocantérica: Apresenta-se por uma dor na região lateral do quadril e pode ser causada por um desequilíbrio entre os músculos do quadril, região quem que músculos importantes na estabilização dessa articulação, como o glúteo médio, encontram-se enfraquecidos e o encurtamento dos músculos, como os isquiotibiais, banda iliotibial (região lateral) e adutores, também podem influenciar na sobrecarga que a região do quadril. - Bursites Pré e Infra-patelares: Localizadas na região anterior do joelho, são comuns em diversos esportes alem da corrida. Além da dor local, também pode haver queixa durante o movimento de flexão e extensão extrema com resistência do joelho. - Bursite do Calcâneo: Caracterizada por dor na região posterior do calcanhar, pode ser secundária ao esporão calcâneo e a tendinite de Aquiles e manifesta-se não só durante a corrida, mas também durante caminhas mais longas. O tratamento das bursites pode ser dividido em duas fases: - Fase Aguda: Nessa fase o objetivo é controlar a dor e a inflamação e, além dos medicamentos indicados pelo médico, a fisioterapia poderá ser útil com aparelhos e meios físicos proporcionem analgesia e conforto ao paciente. O repouso da atividade física nessa fase e importante. - Fase Crônica: Nessa fase a reabilização é voltada para o reequilíbrio muscular com o intuito de evitar recidivas. São muito comuns em atletas lesões crônicas por falta de tratamento adequado e a dor é combatida com medicamentos, mas o problema não é tratado de maneira completa e retorna conforme os atletas retornam as atividades. Grande parte dessas lesões podem ser evitadas se o atleta realizar o trabalho preventivo com aquecimento pré-atividade, alongamentos, fortalecimento dos músculos da perna como glúteos, quadríceps, adutores, isquiotibiais e panturrilha, Além de orientação do treinamento feita por um profissional capacitado. Boa Corrida! * Glauber Alvarenga é fisioterapeuta esportivo do Instituto Vita e especialista em reabilitação músculo-esquelética da Santa Casa de São Paulo
Escrito por Prof.Esp.José Ernane às 11h28
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ANTIINFLAMATÓRIOS PARA TRATAR LESÕES ESPORTIVAS
Saiba a opinião médico-esportiva sobre o uso desse tipo de medicamento Por Odara Gallo É só a dor aparecer para alguém dar o seguinte conselho: “Nem precisa ir ao médico, com certeza ele vai te passar um antiinflamatório”. Parece simples tomar por conta própria um medicamento que tira a dor. Mas a função desse tipo de remédio vai muito mais além de anestesiar o corpo. “Esses medicamentos são mais utilizados nas lesões traumáticas agudas pela sua função analgésica e em algumas lesões crônicas também, mas sempre a critério do médico e somente quando é por ele prescrita”, alertou Ricardo Munir Nahas, ortopedista, médico do esporte e diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME). Para entender a função dessas substâncias é preciso saber também como funciona o corpo quando existe uma lesão. Nesses casos, o organismo tende a desenvolver uma série de sintomas para evitar que o corpo se movimente com facilidade e agrave o problema, como a dor e os inchaços. Com o passar do tempo, o organismo tende a regredir nesse processo e o tratamento pode começar a ser realizado. Mas para que isso aconteça rapidamente, os médicos aplicam os antiinflamatórios. “O uso de antiinflamatórios ajuda no processo de recuperação no atleta, pois acelera esse processo natural para que o médico possa realizar o tratamento”, explicou Renato Romani, médico do esporte e professor do CEMAFE (Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte) da Unifesp. Mas existe um cuidado especial que o atleta deve tomar quando faz tratamento com antiinflamatórios, que é o fortalecimento por meio de fisioterapia. “Toda vez que se intervém em um processo natural do corpo, é preciso fortalecer a musculatura e os ligamentos. Por isso, a fisioterapia é indispensável”, afirmou Renato Romani. Além disso, é preciso procurar orientação média para que o efeito seja um aliado do tratamento da lesão e não apenas um regulador de sintomas. Qual antiinflamatório é o seu? A pergunta parece estranha se levarmos em consideração que esses medicamentos devem ser recomendados apenas por profissionais e em casos específicos, mas na prática não é bem isso que acontece. Muitos atletas têm na ponta da língua nomes de diferentes remédios, qual é melhor para cada tipo de sintoma. Mas essa prática pode ser perigosa. “Existem atletas que usam indiscriminadamente o antiinflamatório. Às vezes, até depois do treino por causa da dor. Mas é preciso entender que a dor excessiva após o treino é resultado de um erro no processo de treinamento e tirar a dor com medicamentos pode mascarar uma lesão mais séria e gerar um estresse no organismo, pois a lesão se potencializa”, explicou Romani. Isso significa que aqueles atletas que acham que tomar um antiinflamatório para amenizar a dor não causa nenhum dano podem começar a se preocupar. Além de esconder uma lesão mais grave, os efeitos colaterais de um medicamento sem prescrição podem ser ainda mais incômodos. “Aqueles que são suscetíveis podem ter alergia, dores de estomago e alterações intestinais em intensidades variadas, entre outros”, diz Ricardo Nahas.
Escrito por Prof.Esp.José Ernane às 11h24
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UNHAS ENCRAVADAS.
Elas causam desconforto e podem prejudicar seu desempenho na corrida. Saiba como prevenir e tratar esse tipo de lesão Por Odara Gallo Há quem pense que as unhas dos pés não servem para nada, principalmente aquelas pessoas que sofrem com as dolorosas unhas encravadas. Se esse tipo de lesão já é capaz de tirar o sono de tanta gente, imagine para um corredor, que se vê impedido de calçar os tênis e liberar sua endorfina pelas ruas da cidade. Se você é um dos corredores que sofre desse mal, pense melhor antes de colocar em dúvida a função das suas sofridas unhas, pois elas são proteção para seus dedos. A função principal delas é proteger essa zona do corpo que tem grandes chances de sofrer traumatismos. O problema só surge quando os calçados apertam demais ou a unha é cortada de forma incorreta, causando o encravamento delas. Mas o que um corredor, que vive com o tênis nos pés, pode fazer para evitar esse tipo de lesão? “Aqueles atletas que têm a necessidade de usar calçados fechados a maior parte do tempo e tiverem propensão a desenvolver a unha encravada devem usar tênis que sejam um número maior do que o tamanho do pé”, indicou Rosa Maria Santos, podóloga do Centro de Atividades Podológicas de Campinas. Isso porque durante a atividade, a tendência do corpo é reter alguns líquidos e provocar inchaço, um prato cheio para aquela unha torta pegar na ponta do tênis e causar tamanho desconforto que pode resultar no abandono de uma prova. Além disso, aqueles que já manifestaram esse tipo de problema devem tomar cuidados especiais periodicamente. “Quem desenvolve unha encravada tem a necessidade de ir a um podólogo para cortar a unha de maneira correta sempre. Ele não consegue fazer isso sozinho em casa, por exemplo, pois a posição que a pessoa fica para cortar a própria unha impossibilita”, explicou Rosa Maria Santos. Em caso de infecções, o lesionado pode fazer uma compressa quente antes de visitar um profissional para amenizar a dor e ainda drenar a secreção. Mas vale lembrar que esse tipo de tratamento será apenas uma medida de emergência e só o manuseio de um profissional pode livrá-lo desse incômodo.
Escrito por Prof.Esp.José Ernane às 11h19
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PENSE POSITIVO!
Ficar otimista enquanto está machucado pode ajudar a voltar aos treinos mais rápido e com melhores resultados. Siga as dicas Por Carla Di Pierro As lesões são um problema para o atleta amador porque elas pressupõem perdas esportivas, físicas e psíquicas. Existe uma perda imediata e futura de rendimento, devido ao tempo parado e de recuperação da lesão. Além disso, o tempo ocioso, antes ocupado pela corrida, traz a sensação de perda de performance, ganho de peso, e o atleta não se vê mais capacitado a realizar o que antes fazia com facilidade. O trauma físico geralmente traz dor o que também dificulta o período da lesão. Sentir dor causa irritabilidade e mudança de humor e pode ajudar a instalar uma depressão. Junto do trauma físico necessariamente vem o “trauma psíquico” que está relacionado com o limite, fracasso e frustração que a lesão proporciona ao atleta. Por conta disso, o período de reabilitação de um atleta lesionado deve ser levado a sério, considerando sua recuperação física e emocional. Um atleta lesionado passa por diferentes fases durante a lesão: a primeira delas está relacionada à negação e acontece quando o atleta não dá valor para dor que sente negando que o corpo está lhe colocando um limite físico. Num segundo momento, ele se dá conta de que está machucado e geralmente fica com muita raiva. A terceira etapa é quando a “ficha cai” e ele percebe que precisará tomar algumas ações para melhorar sua situação, esta é a fase da negociação. A partir desta etapa ele começa a enxergar-se como atleta lesionado, portanto existe a possibilidade de ficar mais deprimido, sentir-se perdendo a identidade de atleta e excluído do grupo de corrida, esta é a fase da depressão. Se este momento é bem elaborado pelo atleta, ele parte para a etapa de aceitação e reorganiza a vida, a fim de voltar logo e inteiro para os treinos. O que pode acontecer é o atleta fixar-se na etapa da depressão quando ele se sente despersonificado, o que pode gerar medo, ansiedade, falta de confiança e trazer comportamentos desajustados como obsessão pelo retorno o mais breve possível, retorno precoce associado a lesão reincidente, reclamações exageradas e alterações rápidas de humor. Neste caso, o atleta vive a culpa e o pessimismo, o que não ajuda no seu humor e na sua motivação para recuperação. O ideal é estar atento para cada uma das fases perceber-se passando por elas e superando-as. Na fase depressiva, quando reina o pessimismo, é importante questionar estes pensamentos e comportamentos, e procurar basear-se em evidências realistas de que é possível se recuperar. Ouça seu médico, fisioterapeuta, técnico e valorize suas falas. Entenda sobre sua lesão, suas possíveis causas, seu tratamento e que cuidados terá que tomar daqui em diante. Procure exemplos próximos de reabilitações bem sucedidas e encare a recuperação. Estabeleça metas realistas com os profissionais que estão te tratando, por exemplo: até dia “x” o trabalho é de analgesia, a partir disso serão “y” semanas de fortalecimento, para na semana “z” iniciar um treinamento adaptado as suas condições. Com estas dicas você se sente no controle do processo e não a mercê das decisões dos profissionais que o acompanham. Perceba que sua atitude diante da reabilitação também faz parte do processo como um todo. Seja otimista, valorize e confie nos profissionais que estão lhe ajudando e participe intensamente. Lembre-se que este pode e deve também ser um momento de reflexão e aprendizado. É Importante pensar a seu favor e tirar proveito das conseqüências positivas de uma lesão. A lesão faz o atleta entrar em contato maior com seu próprio corpo, pensamentos e emoções. Ela pode trazer crescimento pessoal e de performance sustentados psicologicamente. Após uma contusão, os atletas devem aprender como seu corpo responde às demandas do treinamento e da rotina do seu dia-a-dia. Seja Positivo e Realista! * Carla Di Pierro é Psicóloga do Esporte Do Instituto Vita |  | | |
Escrito por Prof.Esp.José Ernane às 11h17
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PREVINA E TRATE O JOANETE
Os pés de um corredor nunca são perfeitos, mas a joanete, além de esteticamente feia, incomoda e machuca. Confira alternativas para evitá-la e tratá-la Por Glauber Alvarenga* O “halux valgo”, popularmente conhecido como joanete, trata-se de uma deformidade muito freqüente na população adulta que, além de ser um problema estético, pode trazer dores e limitações aos corredores.
Diferentemente do pensa a maioria, o joanete não é o crescimento de um novo osso no pé, e sim uma deformidade gerada no hálux (dedão), gerada pela rotação do dedo associada ao desvio angular na direção do segundo dedo, formando, então, a protuberância comumente encontrada nos casos de joanete. Com a deformidade instalada, os tecidos como bursas, tendões e ligamentos são sobrecarregados, resultando no surgimento de processos inflamatórios e conseqüentemente de dor. Os principais sintomas são: - Dor na região da planta do pé e/ou na região interna do halux; - Alteração da marcha; - Podem existir calosidades na região plantar (sola do pé), região dorsal e entre os dedos; - Pode haver crepitação (estalido) durante movimentação do dedo Alguns fatores são responsáveis pela existência da joanete. Entre eles está o fator biomecânico, ou seja, anormalidades ósseas ou uma marcha inadequada do indivídio, que, ao longo do tempo, gera sobrecarga e deformidade na articular. Outro fator pode ser é o uso de calçados inadequados, sobretudo salto alto e bico fino, e, por isso, podemos entender porque as mulheres são muito mais acometidas que os homens, cerca de 20 vezes mais chances de adquirir esse problema. Preniva e trate É possível prevenir joanetes mesmo no caso de quem tem predisposição genética. Os médicos recomendam usar sapatos adequados, confortáveis para os pés, de bico largo e couro maleável, de modo a evitar a fricção com a pele. Como o pé é a parte do corpo mais castigada e exigida, é preciso proporcionar-lhe o maior conforto possível, usando calçados adequados. O uso de palmilhas e protetores também é comum e, em casos avançados, é necessária a utilização de órteses especiais que devem corrigir a mecânica do pé e diminuir a instabilidade. O tratamento nos casos iniciais pode ser realizado com fisioterapia, em que serão utilizados recursos eletroterapêuticos para melhora da dor e inflamação e exercícios de fortalecimento dos músculos específicos dos dedos. Nos em que já exista um comprometimento severo a conduta pode ser a cirurgia. Diversas são as técnicas cirúrgicas, mas na maioria das vezes ocorre a osteotomia, ou seja, a retirada de uma parte do osso com a finalidade de alinhar a articulação, assim como era antes do procedimento. * Glauber Alvarenga é fisioterapeuta esportivo do Instituto Vita e especialista em reabilitação músculo-esquelética da Santa Casa de São Paulo.
Escrito por Prof.Esp.José Ernane às 11h13
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AS PRINCIPAIS DÚVIDAS SOBRE AS VARIZES.
O que são as varizes?
Varizes são veias que se tornam doentes e, por isso, ficam tortuosas, alongadas e dilatadas. Se manifestam de diversas maneiras, como pequenas linhas avermelhadas, no estágio inicial, à de calibre maior e azuladas, formando até grandes nódulos. Elas se desempenham de forma alterada, dificultando a circulação do sangue.
Quais são as causas mais comuns das varizes?
Consideramos as varizes uma doença multi fatorial, ou seja, existem vários fatores que contribuem para o aparecimento. Os principais são a hereditariedade, gravidez, obesidade, cigarro, alterações hormonais (principalmente o uso de anticoncepcionais e a reposição hormonal) e vida sedentária.
O que a pessoa com varizes sente?
Além do desconforto estético, há inchaço nos tornozelos e uma sensação constante de cansaço e peso nas pernas. Esses sintomas ficam mais intensos no fim do dia, especialmente após permanecer horas em uma mesma posição (em pé ou sentado) e em dias de calor. Nas mulheres, tais sintomas podem piorar no período da menstruação e durante a gravidez. Em casos mais sérios, é possível constatar também formigamento nas pernas e pés.
Quais são as principais complicações decorrentes das varizes?
Com o passar do tempo, a má circulação pode acarretar complicações com manchas escuras nas pernas e pés, descamação da pele, sangramento, infecções na pele, a pele fica mais sensível e se machuca facilmente, aparecimento de úlceras (feridas) difíceis de cicatrizarem. Em casos mais sérios, o sangue acumulado nas veias pode formar trombos, isto é, coagular e entupir as veias, dificultando mais ainda a circulação sanguínea.
O que fazer quando surgirem as varizes?
Há diversos tratamentos para varizes, indicados de acordo com cada caso. Em meu consultório utilizo a tecnologia do Laser. O EVLT – Endovenous Laser Treatment – é utilizado para varizes de grosso calibre. Apresenta eficácia em torno de 98% e pode ser realizado ambulatorialmente, sob anestesia local ou breve sedação. O EVLT garante alívio imediato, além de reduzido período de recuperação.
A técnica consiste na introdução de uma fibra óptica na veia a qual é controlada através de ultra-som e, como a ponta da fibra é luminosa, o seu posicionamento é facilitado uma vez que é visível através da pele.
Para tratamentos de vasos em rosto, colo e pernas o Laser ND YAG 1064 é uma excelente e avançada técnica. Seus custos são bastante viáveis e os resultados, altamente efetivos.
Como prevenir o aparecimento das varizes?
É possível reduzir a possibilidade de desenvolver varizes tendo uma vida saudável. Em todas as idades, é imprescindível praticar exercícios físicos e manter uma dieta balanceada, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e fumo e procurar um especialista logo que notar os primeiros sintomas.
Dicas para quem tem varizes
- Pratique exercícios moderados, como caminhada, natação e alongamento;
- Evite o excesso de peso, faça uma dieta balanceada;
- Ingira cerca de 1,5 litro de água diariamente;
- Evite ficar na mesma posição por muito tempo.
Escrito por Prof.Esp.José Ernane às 10h56
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NÃO DEIXE QUE A CISTITE AFASTE VOCÊ DAS CORRIDAS.
Transpiração excessiva combinada com retardamento da micção pode abrir caminho para um problema que afeta 50% da população feminina: a cistite¹. A doença tem tratamento, mas os sintomas podem afastar as atletas da rotina de treinos.
A cistite é uma inflamação causada por bactérias que proliferam na região do períneo e invadem a bexiga. “A elevação da temperatura local e o excesso de umidade decorrentes da transpiração beneficiam a proliferação de bactérias, que podem ‘migrar’ para a bexiga. Se o órgão não for esvaziado periodicamente, e sempre que necessário, essas bactérias têm a possibilidade de se multiplicar, levando à cistite”, explica Dra. Patrícia de Rossi, ginecologista do Conjunto Hospitalar do Mandaqui, em São Paulo, e autora do Manual de Ginecologia de Consultório (Editora Atheneu).
Os principais sintomas são: vontade de urinar constantemente, dor e ardência durante a micção e desconforto abdominal. Fatores que podem atrapalhar e até mesmo interromper a rotina de treinamentos. O tratamento, que deve ser indicado por um médico, é realizado com o uso de antibiótico apropriado para esse tipo de infecção. “Outras substâncias podem aliviar os sintomas, mas não têm a capacidade de eliminar as bactérias do trato urinário”, enfatiza Dra. Patrícia.
A médica explica que existem diferentes medicamentos. “Há tratamentos que duram até 7 dias, com várias doses ao dia, e há tratamentos em dose única”. Segundo a ginecologista, eficácia e praticidade são os principais benefícios da dose única. “Muitas pacientes têm a tendência de interromper o tratamento prolongado à medida que os sintomas desaparecem. Com a dose única, não há risco de interrupção”.
Para as corredoras, a dose única possibilita a rápida retomada do programa de treinamento. “Com o tratamento adequado, as atletas recuperam rapidamente o prazer de correr”, finaliza Dra. Patrícia.
Escrito por Prof.Esp.José Ernane às 10h54
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EXERCÍCIOS COM PESOS
Os chamados exercícios resistidos ou exercícios contra-resistência, geralmente são realizados com pesos, embora existam outras formas de oferecer resistência à contração muscular. Musculação é o termo mais utilizado para designar o treinamento com pesos, fazendo referência ao seu efeito mais evidente, que é o aumento da massa musular. Assim sendo, musculação não é uma modalidade esportiva, mas uma forma de treinamento físico. Os exercícios com pesos constituem a base do treinamento do culturismo (musculação de competição) e dos levantamentos de peso (básico e olímpico), além de participarem da preparação de atletas de diversas outras modalidades. Pelas suas qualidades, a musculação passou a ocupar lugar de destaque nas academias, onde o objetivo é a preparação física das pessoas, independentemente de objetivos atléticos. Além de induzir o aumento da massa muscular, os exercícios com pesos estimulam a redução da gordura corporal e o aumento de massa óssea, levando à mudanças extremamente favoráveis na composição corporal. Homens e mulheres de tôdas as idades podem mudar favoravelmente a forma do corpo com a ajuda do treinamento com pesos. Do ponto de vista funcional, os exercícios com pesos desenvolvem importantes qualidades de aptidão, constituindo uma das mais completas formas de preparação física. Uma das características mais marcantes dos exercícios com pesos é a facilidade com que podem ser adaptados à condição física individual, possibilitando até mesmo o treinamento de pessoas extremamente debilitadas. Pela ausência de movimentos rápidos e desacelerações, os exercícios com pesos apresentam também baixo risco de lesões traumáticas. Por tôdas as suas qualidades, e pela documentação da sua segurança geral, o treinamento com pesos ocupa hoje lugar de destaque em reabilitação geriátrica e em terapêutica por exercícios.
Escrito por Prof.Esp.José Ernane às 16h35
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MASSA MUSCULAR
O volume dos músculos das pessoas é determinado pelas suas condições genéticas e pelas características da atividade física à qual foi submetido. Algumas pessoas apresentam boa massa muscular, mesmo com estilo de vida sedentário, o que se explica por um código genético favorável. No entanto, com o avançar da idade, mesmo essas pessoas irão perdendo massa muscular por falta de exercícios. Qualquer exercício estimula algum aumento de massa muscular, embora os exercícios resistidos sejam os mais eficientes nesse sentido. Os exercícios com pesos também produzem resultados variáveis em pessoas diferentes. As pessoas que reagem melhor, aumentando rapidamente a massa muscular, parecem possuir maior número de fibras nos músculos esqueléticos ao nascimento.
Diferenças metabólicas também podem ter influência no potencial para massa muscular, mas este aspecto ainda não está bem esclarecido. O efeito do treinamento é estimular a hipertrofia ou seja, o aumento de volume das fibras musculares. Tanto as fibras musculares brancas (do tipo II ou glicolíticas ou rápidas) quanto as vermelhas (do tipo I ou oxidativas ou lentas) apresentam hipertrofia. As fibras brancas são maiores do que as vermelhas, tanto nos sedentários quanto nos atletas. Algumas evidências sugerem que o treinamento com pesos grandes e baixas repetições (menos de 5) estimulam mais as fibras brancas, e que o treinamento com repetições mais altas (acima de 5) estimulam a hipertrofia de ambos os tipos de fibras.
O treinamento com pesos apresenta dois tipos de sobrecargas, úteis para a hipertrofia: sobrecarga tensional e sobrecarga metabólica, esta do tipo energética anaeróbia. A sobrecarga tensional é o grau de tensão que ocorre no músculo durante a contração, e é proporcional à resistência oposta ao movimento. Quanto maior o peso, maior a sobrecarga tensional. A sobrecarga metabólica é a solicitação acentuada dos processos de produção de energia, e nos exercícios com pesos é dada pelas repetições mais altas e pelos intervalos curtos entre as séries. Estas sobrecargas ocorrem sempre juntas, embora seja possivel enfatizar uma ou outra. Pesos grandes e consequentemente baixas repetições, enfatizam a sobrecarga tensional, enquanto que pesos não tão grandes, que permitem mais repetições, enfatizam a sobrecarga metabólica. A sobrecarga tensional estimula o aumento das miofibrilas, e este é o principal mecanismo da hipertrofia muscular. A sobrecarga metabólica estimula o aumento da rêde proteica estrutural, das mitocôndrias, e também o acúmulo de glicogênio e água dentro da célula. O glicogênio pode triplicar a sua quantidade, e cada grama dessa substância carrega consigo quase três gramas de água. O resultado do acúmulo de glicogênio e água é o aumento da consistência do músculo, que se torna mais firme à palpação. Outro efeito da sobrecarga metabólica é a maior vascularização dos músculos.Todos esses efeitos ocorrem tanto nas fibras brancas quanto nas vermelhas. A associação de sobrecargas que parece ser mais eficiente para o aumento de massa muscular utiliza repetições em torno de 10, e intervalos entre séries de 1 à 2 minutos. Repetições mais altas e/ou intervalos mais curtos costumam ser utilizadas para intumescer e vascularizar os músculos, geralmente associadas à dietas para definição, para efeito de campeonatos ou apresentações.
O grau de sobrecarga tensional ou seja, a quantidade de peso a ser utilizada, costuma ser determinada experimentalmente em cada sessão: utilizam-se pesos leves nas primeiras séries para aquecimento, e nas últimas séries do exercício escolhe-se um peso que permita a realização das repetições planejadas com dificuldade.
O método de determinação de carga máxima para uma repetição (1 RM) costuma ser utilizado como parâmetro de avaliação do desempenho em trabalhos científicos. Em nível de treinamento, técnicos experientes em musculação não utilizam o teste de 1 RM. Mesmo com os estímulos adequados, a hipertrofia muscular poderá não ocorrer caso não haja completa recuperação do organismo entre as sessões de treinamento. As programações mais eficientes em induzir o aumento de massa muscular caracterizam-se por serem curtas, e por incluirem pelo menos dois dias de descanso total do organismo em cada semana.
O uso de anabolizantes permite que o treinamento seja mais exaustivo, mas não garante que os resultados sejam muito diferentes do treinamento sem drogas bem orientado. Geralmente os anabolizantes só fazem grande diferença quando a pessoa treina excessivamente. Embora não se possa negar que os anabolizantes favoreçam a musculação, essas substâncias não mudam o potencial genético, e portanto não são "formadoras de campeões" como popularmente se imagina. Além disto, colocam os usuários em grupos de risco estatístico para várias doenças graves.
Escrito por Prof.Esp.José Ernane às 16h30
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EFEITOS DOS EXERCÍCIOS COM PESO NA APTIDÃO FÍSICA
A sobrecarga tensional do treinamento com pesos estimula diretamente a força, e a sobrecarga metabólica, a resistência anaeróbia. Esta é a capacidade de prolongar esforços de alta intensidade. A coordenação é altamente estimulada devido aos movimentos localizados, amplos e relativamente lentos que caracterizam os exercícios com pesos.
A flexibilidade tende a aumentar porque a hipertrofia se acompanha sempre de importante aumento do tecido conjuntivo elástico intra-muscular, mesmo quando os exercícios forem parciais. Além disto, os exercícios com pesos forçam os limites de amplitude dos movimentos, principalmente quando as articulações estão limitadas por retrações capsulares como as induzidas pelo sedentarismo. Quando a pessoa já está com grandes amplitudes articulares a musculação não pode aumentar a flexibilidade, embora os músculos fiquem mais elásticos e resistentes.
A velocidade de movimentos é uma característica genética que parece não se modificar com a musculação. As diversas manisfestações de potência são bastante estimuladas porque dependem da força e da resistência anaeróbia que aumentam bastante.
Até mesmo a resistência aeróbia aumenta com os exercícios com pesos, embora não aumente significativamente o VO2 máx. A explicação é o aumento do limiar anaeróbio ou seja, a maior intensidade de esforço que a pessoa consegue realizar aerobiamente. Uma hipótese para explicar o aumento do limiar anaeróbio é a maior capacidade contrátil das fibras vermelhas hipertrofiadas, que conseguiriam realizar maior quantidade de trabalho antes que as fibras brancas fossem recrutadas. Para o objetivo de uma preparação física completa, os exercícios com pesos costumam ser associados à alguma forma de exercício aeróbio, para aumentar o VO2 máx.
Escrito por Prof.Esp.José Ernane às 16h29
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QUALIDADE DE VIDA
Entende-se por "boa qualidade de vida" a condição das pessoas não se sentirem limitadas para tarefas que desejam realizar por falta de condição física. Evidentemente uma pessoa que tenha bem desenvolvidas tôdas as qualidaders de aptidão estará preparada para qualquer tipo de esforço. O sedentarismo é a cauda mais frequênte de má condição física, dominuindo todas as qualidades de aptidão. Considerando-se os esforços mais comuns na vida diária e no trabalho braçal, a diminuição de força e flexibilidade são as mais prejudiciais para a qualidade de vida. A condição aeróbia acima da média, que seria importante para prolongar esforços de baixa intensidade, não é condição necessária para a realização das tarefas da vida diária, e da grande maioria das formas de trabalho braçal. Quando uma pessoa debilitada apresenta dispnéia e taquicardia frente à pequenos esforços, estamos diante de um efeito da falta de força muscular. Explicando melhor: a quebra da homeostase nos exercícios é proporcional à intensidade do esforço, ou seja, quanto maior a intensidade do esforço, maior a repercussão hemodinâmica. A intensidade do esforço é um conceito relativo, e que depende do porcentual de capacidade contrátil que está sendo utilizado. Assim sendo, uma tarefa qualquer será de baixa intensidade para uma pessoa forte e de alta intensidade para uma pessoa enfraquecida. Pessoas fortes utilizam menor porcentual de capacidade contrátil do que pessoas debilitadas, para as mesmas tarefas. Ao aumentar a força muscular portanto, consegue-se diminuir a intensidade dos esforços em geral. No caso de uma pessoa com boa força muscular, na vida diária e no trabalho braçal, a homeostase somente será afetada na medida em que houver necessidade de prolongar os esforços, o que exige resistência. Nestas situações, o tipo de resistência necessária é a anaeróbia. Estes recentes conhecimentos de fisiologia do exercício explicam porque os exercícios com pesos são tão eficientes em reabilitação geriátrica. O aumento da força e da flexibilidade devolve rapidamente qualidade de vida aos idosos e, mais do que isto, auxilia na prevenção de quedas, com consequente diminuição da mortalidade. Além disto, a adaptabilidade dos exercícios com pesos à pessoas com qualquer condição física, e o baixo índice de lesões, contribuem para a escolha preferencial desses exercícios para pessoas idosas e debilitadas.
Escrito por Prof.Esp.José Ernane às 16h28
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MEDICINA DO EXERCÍCIO
Entende-se por medicina do exercício o estudo das relações que existem entre os exercícios físicos e as doenças humanas, nos aspectos profiláticos, terapêuticos e de concomitância. Medicina do exercício não é uma especialidade médica. Trata-se de uma área do conhecimento, de importância para todos os médicos, e para várias especialidades como a epidemiologia, clínica médica, medicina esportiva, fisiatria, ortopedia, geriatria, e outras. Também na educação física, na fisioterapia, e em outras áreas onde os profissionais utilizam a atividade física, é importante conhecer as relações do exercício com as doenças. Na área da profilaxia de doenças, numerosos estudos contribuem para que a atividade física seja considerada um dos fatores estimulantes da saúde, diminuindo os riscos das pessoas desenvolverem algumas condições patológicas. Tudo indica que a atividade física atua diminuindo o stress emocional, alterando favoravelmente a fórmula sanguínea, reduzindo a gordura corporal, aumentando a massa muscular, aumentando a densidade óssea, ativando o metabolismo dos nutrientes, modulando o sistema imunológico, e proporcionando aptidão física para uma boa qualidade de vida. A maioria dos estudos, no entanto, são de natureza populacional, e algumas dúvidas ainda não puderam ser respondidas. Exemplificando: ainda não se sabe qual o volume e a intensidade de atividade física suficientes para desencadear os efeitos benéficos para a saúde. Sabe-se apenas que volumes e intensidades excessivos são prejudiciais. Por outro lado, alguns aspectos já estão razoavelmente bem esclarecidos. Por exemplo, qualquer tipo de atividade física parece ser saudável, esportiva ou laborativa, desde que compatível com a condição física da pessoa.
PERÍODO DE CRESCIMENTO
A literatura científica não confirma as hipóteses de prejuizo à saúde ou ao desenvolvimento de crianças e adolescentes em treinamento com pesos. No entanto, por prudência, técnicos experientes concordam em evitar grande sobrecarga tensional e grandes volumes de treinamento.
Escrito por Prof.Esp.José Ernane às 16h27
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PESSOAS IDOSAS
Pessoas idosas e sedentários devem ser treinados com pesos com os mesmos cuidados dispensados às crianças e aos adolescentes, com mais uma precaução: as amplitudes dos movimentos precisam ser cuidadosamente adaptadas para cada caso individual. Frequantemente, idosos apresentam retrações capsulares e processos degenerativos articulares que impedem grandes amplitudes de movimento. As retrações capsulares, geralmente por sedentarismo, são lentamente corrigidas forçando-se um pouco os limites do movimento. A dor forte e persistente nos limites da amplitude indica processos degenerativos que devem ser respeitados. Nesses casos utilizam-se pesos difíceis para efeito de treinamento, mas sem forçar os limites das amplitudes.
ATEROSCLEROSE
A deposição de placas de colesterol (ateromas) na parede das artérias recebe o nome de aterosclerose. Arteriosclerose é outra situação: trata-se do endurecimento das paredes arteriais. As pessoas idosas costumam apresentar arteriosclerose mas nem todas apresentam depósito de ateromas. A arteriosclerose diminui a capacidade de adaptação do sistema vascular aos esforços, mas sem maiores consequências para a saúde. Ao contrário, a aterosclerose leva ao enfraquecimento e dilatação localizada (aneurismas) das artérias, que podem se romper. Além disto, as placas de ateromas diminuem o fluxo de sangue para os diversos órgãos, e em situações de aumento da demanda por oxigênio podem precipitar um infarto (morte tecidual). Os exercícios físicos, incluindo os exercícios com pesos, diminuem os triglicerídeos no sangue, diminuem também as lipoproteinas nocivas (LDL), e aumentam os níveis das lipoproteinas benéficas (HDL), diminuindo assim o risco de aterosclerose.
Escrito por Prof.Esp.José Ernane às 16h26
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